sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Museu de SP reunirá 40 mil peças na Casa das Retortas

OESP Caderno Cidades 19/07/2010 p. C1
Por Diogo Zanchetta

Na esquina da Rua do Gasômetro com a Avenida do Estado, o governo do Estado iniciou a recuperação da Casa das Retortas, a sede da primeira empresa fornecedora de energia a gás na cidade, inaugurada em 1872. O local está em obras para receber o Museu da História de São Paulo. A proposta do novo museu é reunir, em 4 mil metros quadrados de exposições, uma história hoje contada aos pedaços, distribuída entre os diversos espaços culturais do Estado, que somam, ao todo, 40 mil peças históricas.

O objetivo do governo é centralizar esse material que hoje está espalhado por museus do interior, que muitas vezes não possuem verba para fazer a manutenção de seus acervos.

Tour. No novo museu, a visita deve começar pelo porão da Casa das Retortas, na qual estão os antigos fornos onde era colocado o carvão mineral para a produção do gás que gerava a luz elétrica do século 19.

Na subida até o térreo do edifício de arquitetura inglesa, será apresentada a São Paulo do período do pré-descobrimento do Brasil, com descrição detalhada dos povos indígenas que habitavam a região. Entre os mezaninos, haverá 'ilhas' onde o visitante poderá aprofundar os assuntos, por meio de vídeos, maquetes e exposições multimídia. O passeio terminará em um prédio anexo, de cerca de 2 mil metros quadrados, que será construído entre a Casa das Retortas e o pavilhão onde eram guardados os materiais da antiga fábrica de gás - que será preservado e destinado a exposições temporárias.

Atrás dos prédios será construída uma praça que conservará os trilhos dos carrinhos de carvão. A obra também prevê instalação de livraria, restaurante e lojas de souvenirs.

Em um novo prédio, de cerca de 6 mil metros quadrados em forma de ferradura, será construído o Centro Paulista de Documentação, batizado de SPDoc, que reunirá parte do acervo do Arquivo Público do Estado. O projeto do complexo foi feito pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha.

A previsão é de que o investimento total na reforma e no novo espaço cultural seja de cerca de R$ 70 milhões. A construção de uma passarela sobre a Rua da Figueira, que uniria o museu ao Espaço Catavento, na antiga sede do Palácio das Indústrias, foi excluída do projeto.

Italianos
Como a Hospedaria dos Imigrantes ficava no Brás, muitos estrangeiros que chegaram à capital, principalmente italianos, fixaram-se em ruas do bairro, como as do Gasômetro e do Lucas.

O NOME: RUA DO GASÔMETRO (BRÁS, CENTRO)
Por anos a iluminação de São Paulo foi à base de azeite de peixe. Em 1847, mudou para gás de hidrogênio líquido e, em 1863, para querosene. Na noite de 31 de março de 1872, diante da família imperial, 55 lampiões foram acesos com uma nova substância: o gás produzido no estabelecimento que deu nome à rua ee se tornou conhecidíssimo: o Gasômetro.

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