OESP 09/12/2011
Por Edison Veiga, Rodrigo Burgarelli
O número 2.200 (de acordo com a numeração atual) da Paulista é o endereço hoje de um dos muitos edifícios comerciais da efervescente avenida - no térreo funciona uma agência bancária. Mas, em 1921, ali foi erguido o imponente casarão da foto ao lado, residência de Gabriela Dumont Villares, irmã do aviador e inventor Alberto Santos Dumont - a família era composta por oito filhos, cinco mulheres e três homens.
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Casarão de Gabriela Dumont, hoje ocupado
pelo número 2.200
A casa saiu das pranchetas do escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo. Segundo registros históricos, nos anos 1920, o aviador costumava se hospedar na casa, em suas vindas a São Paulo. Naquela época, ele dividia-se entre a capital paulista, Rio, Petrópolis e Paris.
O estilo do casarão é bastante diferente dos demais projetos de Ramos de Azevedo executados na época. "Foi o Escritório Ramos de Azevedo que propôs uma casa de tijolo aparente cercada de alpendre e com longos beirais, surpreendente no conjunto de obras desse escritório, mesmo considerando-se grande o número de arquitetos que aí trabalhavam", assinala o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), no livro Álbum Iconográfico da Avenida Paulista (Editora Ex Libris, 1987), de onde a foto acima foi reproduzida.
Amanhã, o caderno Cidades continua com a série Avenida Paulista, 120 anos - será publicada a história de mais um antigo casarão da avenida-símbolo de São Paulo.

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